terça-feira, 16 de julho de 2013

Nota da frente "Mudar as coisas me interessa mais" sobre as Eleições do DCE.

MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS
ELEIÇÕES DCE QUILOMBO DOS PALMARES

“E vamos a luta” como disse o bom compositor brasileiro, Gonzaguinha. A história nos mostra nitidamente que momento de luta é o momento de agora. Enquanto houver exploração e opressão, estaremos gritando e dizendo “não” à esse sistema.
Nós somos a Frente estudantil MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS. Somos produto de mais uma “onda” de estudantes que se indignam com as políticas de falta de investimento no ensino superior público, precarizando-o ao máximo e em consonância com isso, aplicando políticas de financiando  no ensino privado, fortalecendo os grandes “empresários da educação”. Para nós, a educação é algo que deve estar a serviço dos trabalhadores, que sustentam não só a educação, a saúde, a segurança, os salários (e desvios de verba) dos “políticos da ordem”, mas toda sociedade. São eles que “carregam o peso” de toda humanidade.
O momento por qual passa a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é  ímpar para se discutir a organização dos estudantes dentro do movimento estudantil e como ela vem se dando ao longo dos últimos anos. Hoje e amanhã (16 e 17 de julho) estará ocorrendo o processo de eleição da nova gestão do Diretório Central do Estudantes – Quilombo dos Palmares, que ficará à frente das diretorias da Entidade neste período de 2013-2014. Duas chapas estão concorrendo este ano, a atual gestão Correnteza – "A Luta Não Para" (chapa 1), e sua oposição "Pra Balançar O Chão Da Praça" (chapa 2).
Deixamos claro, desde já, que a FRENTE “MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS” não está construindo nenhuma das duas chapas inscritas, e pedimos desculpas àqueles que acreditam em nossas proposições. Mas, por estarmos no início de uma frente organizada, avaliamos que não teríamos “pernas” para disputar a gestão do DCE.
Gostaríamos de ressaltar que a atual gestão, a chapa 1 (Correnteza), está à frente do DCE-UFAL desde 2010, e de lá para cá vem demonstrando um profundo desrespeito ao Estatuto da Entidade. Em 2011 atrasou as eleições para nova diretoria, que tem duração de um ano, previsto em Estatuto. No mesmo ano era para ter ocorrido o Congresso do DCE (espaço de maior valor nas deliberações que dizem respeito à entidade, sendo ele o que define politicamente como o DCE irá se posicionar) que estatutariamente, ocorre a cada dois anos, e que deveria ocorrer no ano de 2011, mas simplesmente não foi organizado, acontecendo apenas em fevereiro de 2013 – de forma altamente desorganizada. Os Conselhos de Entidades de Base (os famosos CEB's) que, segundo consta no Estatuto do DCE, deveriam acontecer com periodicidade mínima de dois meses, também não foram convocados nos últimos anos. Dentre vários outros desrespeitos estatutários, talvez o mais gritante sejam as próprias eleições que presenciamos hoje, as quais deveriam ter acontecido no ano passado! Dentro desses exemplos, podemos ter uma ideia  do quão “desmobilizador” é o grupo Correnteza na gestão do DCE, refereciando-se enquanto chapa 1, nas eleições DCE 2013, se propondo para (des)organizar o Movimento Estudantil da Ufal. Além disso, é nítido que a Correnteza concorre para a desmobilização dos espaços legítimos de articulação, dentro e fora da Universidade Federal de Alagoas. Durante a greve dos professores federais do ano passado, a Correnteza claramente boicotou as atividades, não articulando os estudantes nas atividades da greve, sectarizando as lutas pelos diversos campi espalhados pelo estado de Alagoas; não se fazendo presente, e contribuindo com o esvaziando do Comitê Permanente de Mobilização Estudantil – espaço legítimo deliberado em assembleia. Tudo isto prova o quanto a chapa 1, da Correnteza, é um entrave para a unidade e os posteriores ganhos não somente estudantis, pois, agindo desta forma, ela afasta o DCE, cada vez mais, da base estudantil, já que não promove espaços com voz e voto aos que a entidade deve representar, TODOS OS ESTUDANTES DA UFAL.
No entanto, isto não quer dizer que a chapa 2, "Pra Balançar O Chão Da Praça", da Assembleia Nacional do Estudantes – Livre (ANEL), seja a sua antítese. Temos fortes indícios para acreditar que a ANEL pode trilhar um caminho bastante similar ao da Correnteza, à frente do DCE. Um deles vem do próprio CEB que deu posse a gestão da Correnteza de 2011, onde as eleições para diretoria da Entidade (2011) não obtiveram quórum mínimo, e em um conturbado CEB, foi decidido – com o apoio dos militantes da ANEL, que agora compõem a chapa 2 nestas eleições –, que, mesmo não tendo quórum mínimo, a chapa que teve mais votos - Correnteza - (sem respaldo dos estudantes) seria empossada enquanto majoritária do DCE da UFAL daquele ano. Outras questões nos fazem ficar bastante receosos em relação à chapa 2, como o fato de, no último Congresso do DCE, na plenária final, quando a Correnteza (chapa 1) propôs limitar o direito à voto nas reuniões ordinárias do DCE somente aos diretores da entidade, os militantes da ANEL (que compõem a chapa 2 "Pra Balançar O Chão Da Praça")  terem dado pronto apoio a infame proposta da Correnteza e assim conseguiram passar a deliberação; um escancarado atentado à democracia da entidade. Ou seja, quando bem lhe convém, a ANEL faz conchavos políticos com quem se diz oposição.
Nas bases de nosso projeto (que está em construção) para o movimento estudantil na UFAL se coloca a organização dos estudantes de forma crítica, pelas bases. Podemos afirmar, com clareza, que a reorganização não é e está longe de se limitar a troca de bandeiras. Vale ressaltar, que a reorganização não é quando a agitação das bandeiras e a propaganda de uma entidade, se sobressaem aos problemas da universidade e não pode nem deve ser a camuflagem da realidade.
Nossa tarefa ainda é de reestruturar as bases para um Novo Movimento Estudantil, estreitar o máximo possível nossas concepções, redefinir nosso posicionamento, clarear nosso objetivo, ou seja, elevar a consciência dos estudantes para que assim torne objetivamente possível a retomada de um movimento estudantil de massas, aliado a classe trabalhadora e a um projeto de educação que contemple “os de baixo” .
São por esses motivos que declaramos que não iremos votar em nenhuma das chapas, pois nenhuma das duas parece estar ciente de que o problema da universidade não perpassa necessariamente a disputa de entidades, mas sim a construção de um movimento estudantil construído pela base dos estudantes, discutindo suas principais questões, como assistência estudantil, melhores condições estruturais, mais professores, mais pesquisa e extensão, educação de qualidade tanto em Maceió, quanto no interior.

NOSSA LUTA É POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.



“FRENTE MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS”